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Porque nem todas as imagens cabem no Telejornal. Nem todos os graciosenses vivem na Graciosa. Este é um blogue com vídeos da ilha.
Marítimo conquista Taça Ilha Graciosa

O Marítimo conquistou a Taça Ilha Graciosa ao vencer esta quinta-feira o Desportivo Luzense por três bolas a duas na ultima partida da temporada.
A equipa de Isidro Beato, que jogou de luto em homenagem ao antigo presidente Elpidio Bettencourt, adiantou-se no marcador por Pedro Rodrigues aos 26 minutos.
O domínio dos azuis e brancos, que já tinham dispensado alguns dos reforços da época (Freddy, Ibraima, Anisio e Gervásio já foram de ferias), foi sublinhado na segunda parte com mais dois golos de Tiago Sousa aos 58 minutos e por Nuno Correia aos 69 minutos.
Mas o Luzense reagiu e Altino aos 71 minutos reduziu a desvantagem. A equipa de Manuel Dionísio ainda voltou a marcar aos 85 minutos por Ortins obrigando o Marítimo a discutir o resultado até ao fim.
Pelo Marítimo jogaram: Artur, Fábio, Luís Silva, Tiago Sousa (Mário Melo 71'), André Silva, Edemilson, César, Nuno Correia, Luis Carlos, Pedro Rodrigues e Nelson Melo. Castro foi o único suplente não utilizado.
Pelo Luzense jogaram: Jorge Lima, Pé-Curto, Isidro (Nelson 59'), Marco Arruda, Tiago Romeiro, César Lima, Altino, César Ramos, Ortins, Amunike e Salvador (Rodrigo 90+1'). Suplentes não utilizados: Artur, João Santos, Marcos e Tiago Arruda.
Disciplina: amarelo para Pé-Curto 41', Isidro 48', Altino 56' e Nelson 90+4'.
José Valério foi o árbitro do encontro, auxiliado por José Silva e Pedro Silva.
Faleceu Elpidio Bettencourt
Faleceu hoje no Hospital da Ilha Terceira, onde estava internado há cinco semanas, Elpidio do Espirito Santo Bettencourt, antigo atleta e dirigente do Sport Clube Maritimo.
Elpidio Bettencourt foi presidente do clube azul e branco durante várias décadas. Dos muitos mandatos que cumpriu destaca-se a primeira subida da equipa principal à série Açores e as comemorações do cinquentenário.
O seu nome ficará para sempre ligado à história do clube.
O funeral realiza-se hoje com missa de corpo presente às 19 horas na Igreja Matriz de Santa Cruz da Graciosa.
Sentidas condolências à família.
Esta ilha é diferente de tudo o resto e, como tal, tem influência na nossa maneira de ser e dizer as coisas. Ora vejamos...
Logo de início, talvez pelas suas formas simples, talvez pelo pontilhado de pequenos montes que a decoram, chamaram a este "padaço" de terra Ilha Graciosa. Ou, talvez, por ser aquela que apresenta uma estrutura mais plana e macia, por comparação com outras de relevo mais erecto - ou fálico como diria um psicanalista. Possuía, então, características do corpo de mulher com o qual certamente sonhavam acordados os tristes mas viris celibatários em part-time das caravelas.
Mais tarde, terá sido nesta terra que as leis da física se quebraram e o Homem percebeu que podia andar às voltas, para trás, para a frente e para os lados, sem sair do mesmo sítio. Se não foi cá que se começou a dizer «andar sem sair do lugar», podia bem ter sido. Mas como na Graciosa não há muito que fazer, os seus habitantes criaram uma certa maneira de estar que alguns estrangeiros denominam de "parados", "natureza morta" ou "sem nada para fazer nem sítio para onde ir", criando-se assim uma expressão prima da anterior: «mais vale esperar sentado». Assim, devido a estes dois factores do mundo da física, estamos perante um povo descansado pelo que, pouco depois, a «necessidade aguçou o engenho» e criou-se o provérbio «o que sabe bem ou faz mal ou é pecado», a ver se a malta espevitava um pouco.
Embora muitas mais situações sejam dignas de referência, conclua-se dizendo apenas que é hoje sabido, de fonte segura, que o título «os Índios da meia praia», canção do Zeca, foi também inspirada numa premonição que o mesmo teve sobre a nossa terra, deixando assim a Graciosa uma marca não só no modo de vida mas também na cultura deste país.
tal como nós, por mais voltas que dê, vai sempre parar ao mesmo sítio
(Acaso o corajoso leitor, chegado até aqui, constate a indevida estranheza do presente artigo, fique desde já esclarecido que a mesma se deveu ao concentrado devaneio necessário para que este vosso humilde servo tenha conseguido escrever quatro parágrafos sem referir esse inesquecível momento da nossa história nacional que foi a revelação de que o último segredo de Fátima era a avaliação da troika e, além do mais, contendo com dificuldade a alegria por finalmente se ter a certeza de o Passos Coelho ter uma costela Graciosense: tal como nós, por mais voltas que dê, vai sempre parar ao mesmo sítio - mas no seu caso, acaba sempre no bolso do povo. Tal qual Robin dos Bosques invertido, tirar dos pobres para dar aos ricos parece ser a nova moda europeia a que os nossos governantes, modernos e originais como são, desde há muito aderiram. E como até se trata de um governo democraticamente eleito, havendo ainda quem o defenda, podemos duvidar se somos ou não o melhor povo do mundo, mas a taça do mais caridoso ninguém nos tira).
Ultimo jogo da época na Graciosa
O Marítimo recebe o Luzense esta quinta-feira, às 18h30, no Estádio de Santa Cruz, para a partida que falta da Taça Ilha Graciosa e que dá por terminada a época de futebol.
Tendo o mesmo numero de golos marcados e sofridos que o Guadalupe, uma vitória por 1-0 e uma derrota por 2-1 no confronto com os leões, a equipa de Isidro Beato pode conquistar a Taça Ilha Graciosa se vencer o ultimo jogo da temporada.
Graciosenses assinalam batalha de 1623
Já foi das maiores festas religiosas da Graciosa e é uma das mais antigas.
Celebrada na terça feira do Espírito Santo, a festa da Senhora da Vitória comemora o triunfo do povo da ilha numa batalha com piratas argelinos que ocorreu a 19 de maio de 1623.
De todos os ataques e assaltos que a Graciosa sofreu por piratas ao longo da história, este é o que permanece na memória do povo.
Da batalha resultaram reféns, entre os quais o capitão Pedro da Cunha Ávila que, após ser libertado em Argel, pediu esmola em Lisboa e adquiriu a imagem da Senhora da Vitória.
O capitão graciosense ao regressar à ilha empenhou-se na construção da ermida onde viveu e foi sepultado.
A Graciosa continua a lembrar este acontecimento. Os hábitos de vida alteraram-se nas últimas três décadas e a ilha perdeu população. Mas na terça feira do Espírito Santo, até ao ultimo quartel do século XX, os graciosenses não trabalhavam. Logo de manha a população dirigia-se em carros de bois para a beira-mar da Vitória.
Com a mudança dos tempos a participação na festa é agora menor. Ficou quase reduzida aos habitantes do lugar que participam na missa e na procissão abrilhantada pela Filarmónica União e Progresso de Guadalupe.
Presença ainda habitual nas festas de verão é a dos emigrantes. E mesmo ausentes muitos organizam festas nos países de acolhimento para colaborar no restauro do património religioso. A ermida e a imagem da Senhora da Vitória vão também ser restauradas.
A festa da Senhora da Vitória marca o início do calendário festivo para o verão na Graciosa que atinge o ponto alto em agosto com as festividades do Senhor Santo Cristo.
Já na próxima sexta-feira os graciosenses cumprem outro voto secular na peregrinação da Senhora de Guadalupe ao Monde da Senhora da Ajuda que acontece desde 1717.
Dia Europeu assinalado na Graciosa

O Parque Natural da Graciosa conjuntamente com os outros Parques Naturais de ilha associaram-se à Europarc Federation, na comemoração do Dia Europeu dos Parques Naturais.
Para assinalar a data será promovida a atividade "Escreve a história do teu parque - Vem plantar uma árvore", que ocorrerá no dia 25 de maio, pelas 14:00, no Monumento Natural da Caldeira da Graciosa, junto ao Centro de Visitantes da Furna do Enxofre e contará com o apoio do Serviço Florestal da Graciosa.
No âmbito da comemoração desta efeméride está a ocorrer um concurso Europeu, com tema: O meu Parque. A minha paixão. A minha história. Os participantes poderão expressar a sua paixão pela natureza, partilhando a sua história, a sua paixão, sentimentos ou emoções, pela natureza, através de uma história, uma canção, uma fotografia, um filme, qualquer obra de arte que expresse a sua ligação à sua Área Protegida favorita.
As obras de arte podem ser entregues no Parque Natural da Graciosa ou enviadas para o Email: parque.natural.graciosa@azores.gov.pt
Graciosa vai ter novo pórtico de metais
O Conselho do Governo reunido esta semana na ilha das Flores aprovou uma Resolução que aprova os planos de exploração e dos investimentos a efetuar pela SATA - Gestão de Aeródromos, SA para o ano de 2013.
Os planos agora aprovados envolvem um valor global de investimento estimado em mais de 357 mil euros, a concretizar em diversas ilhas.
Entre as intervenções previstas, destacam-se as obras de remodelação da Aerogare do Aeródromo do Corvo e a aquisição de equipamento para a torre de controlo do aeródromo da ilha de São Jorge.
Ao nível da exploração, em 2013, serão adquiridos pórticos detetores de metais, o que permitirá reforçar a segurança de pessoas e bens nos aeródromos do Pico, São Jorge, Corvo e Graciosa.
Correspondendo a um convite da Casa dos Açores no Algarve, o José Nascimento Fernandes Ávila e o subscritor destas linhas levaram à cidade de Faro, no passado dia 18 de Maio, um cheirinho da ilha Graciosa.
A noite graciosense em Faro teve a importância de um acontecimento memorável perante uma assistência atenta e entusiasmada que nos acolheu da melhor maneira. A fascinante exposição fotográfica "Graciosa, quietude e pureza", foi do agrado geral e toda a gente saudou a qualidade estética e a beleza plástica da fotografia do "Josézinho". Seguiu-se o lançamento da 2ª edição do livro "A Graciosa ilha", com fotografia daquele e texto meu. Defendi, novamente, a nossa "graciosensidade" e lancei alguns olhares sobre o futuro da Graciosa.
E o futuro da Graciosa, que hoje já é o turismo sustentável e de qualidade, passa naturalmente pela biodiversidade, pela geo-diversidade e pela agricultura biológica, possivelmente pelas telecomunicações, quiçá, a instalação de estações de rastreio de satélites, ou ainda pela biotecnologia e pelo cluster do mar (convirá não esquecer que temos mais de 2 milhões de Km2 de espaço marítimo sob a gestão dos Açores). Mas nada disto fará sentido se não enveredarmos por uma verdadeira sustentabilidade. E vamos ter que encontrar formas de compaginar este pretendido desenvolvimento com o envelhecimento da população e o decréscimo demográfico da Graciosa.
Algumas figuras mediáticas estiveram presentes ao evento, nomeadamente Macário Correia, presidente da Câmara Municipal de Faro, que manifestou interesse em visitar a "ilha branca".
A noite terminou com a prova da doçaria e bebidas típicas da Graciosa (a andaia fez furor) e com belíssimos momentos de convívio e animação musical, tendo esta estado a cargo do duo "Anticiclone".
Deste modo, e depois de já o havermos feito na Casa dos Açores de Lisboa e Casa dos Açores do Norte (Porto), promovemos e divulgámos a Graciosa em terras do Algarve. Para que a nossa ilha não seja esquecida nem se apague no mapa da globalização.
Fotos: Rui Ávila
Menos rosquilhas e mais vinho nos bodos da Graciosa
Este ano, à semelhança de 2012, cinco Impérios da Graciosa cumpriram os tradicionais bodos do Domingo do Espírito Santo: Luz, Fonte do Mato, Ribeirinha, Vitória e Guadalupe.
No entanto, em relação ao ano anterior, as referidas irmandades da Graciosa perderam 67 irmãos e 93 meios-irmãos. Este ano foram 1873 irmãos e 82 meios irmãos que se mantém apenas nos impérios da Vitória e da Ribeirinha. Foram também cozidas menos 670 das típicas rosquilhas (menos 170 de irmão e 500 pequenas), mas distribuíram-se mais 252 litros de vinho (20 potes). Na relação com o ano passado houve ainda mais 14 ajudantes em 2013 (51).
Este ano vão ser distribuídos pelos 5 bodos um total de 8.450 rosquilhas e 2.304 litros de vinho.
A Ribeirinha, com 22 ajudantes e 1 mordomo, possui o maior bodo da Graciosa com 700 irmãos e 50 meios irmãos e vai distribuir 850 rosquilhas de irmão, 3.000 pequenas e 1.032 litros de vinho.
Segue-se o Império de Guadalupe com 7 ajudantes e 400 irmãos que distribuiu 420 rosquilhas grandes e 480 litros de vinho.
No Império da Luz houve também 7 ajudantes. Neste bodo com 350 irmãos distribuíram-se 420 rosquilhas grandes, 2100 pequenas e 396 litros de vinho.
Ainda com 7 ajudantes o Império da Vitória (Santo António) é constituído por 213 irmãos e 32 meios irmãos. Distribui 290 rosquilhas grandes, 1150 pequenas e 300 litros de vinho.
Por ultimo o Império da Fonte do Mato, com 210 irmãos, teve 2 mordomos e 8 ajudantes. Distribuiu 220 rosquilhas grandes e 96 litros de vinhos. Esta irmandade tem optado nos últimos anos por servir carne assada, massa doce e arroz e não distribuir as tradicionais rosquilhas.
O custo de cada irmandade varia entre os 15 euros no Império de Guadalupe, que também serviu o almoço aos irmãos e famílias, e os 10 euros nos restantes impérios.
Outra particularidade da festa é que apenas o Império da Ribeirinha mantém a figura do "mordomo", enquanto a Fonte do Mato teve 2 mordomos e os restantes bodos são mantidos por uma comissão.
Assembleia geral convocada para 27 de maio
No âmbito da preparação da época desportiva 2013/2014, os sócios do Sport Club Marítimo reúnem em Assembleia Geral na próxima segunda feira, dia 27 de maio, pelas 21h00.
Nesta reunião serão apresentadas as contas, eleitos os novos corpos gerentes e tratados outros assuntos de interesse para o clube.
Ainda de acordo com a convocatória, os interessados em concorrer aos órgãos sociais devem entregar as listas ao presente da assembleia, Gildas Bettencourt, até ao dia 26 de maio, a partir das 21 horas, na sede do clube.
O início da reunião tem uma tolerância de 30 minutos se há hora marcada não estiverem presentes o numero mínimo de sócios.
Adelaide Teles e Simões Borges agraciados na Horta
A Sessão Solene do Dia dos Açores, que se realiza esta segunda-feira na cidade da Horta, numa organização conjunta do Governo Regional e da Assembleia Legislativa, fica assinalada pela imposição de 37 Insígnias Honoríficas.
Desta lista de pessoas e instituições, aprovada por unanimidade na Assembleia Regional, consta o nome da graciosense Adelaide Maria Medina Teles, que recebe a Insígnia Autonómica de Dedicação.
Adelaide Maria Medina Teles (como professora, em 1975, integrou um curso que teve por objetivo a sensibilização para a democratização do ensino, novos programas e novos métodos de aprendizagens e também fez parte da equipa de professores que fundou o ensino oficial então chamado preparatório. Foi coordenadora pedagógica, delegada sindical e pertenceu a várias organizações da Igreja, de natureza formativa e de solidariedade social. Foi deputada à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores durante 16 anos. É Provedora da Santa Casa da Misericórdia de Santa Cruz da Graciosa desde 1 de janeiro de 1980).
As insígnias açorianas, cujo regime jurídico foi aprovado em 2002, "visam distinguir, em vida ou a título póstumo, os cidadãos e as pessoas coletivas que se notabilizarem por méritos pessoais ou institucionais, atos, feitos cívicos ou por serviços prestados à Região".
No caso, a Insígnia Autonómica de Dedicação "visa destacar relevantes serviços prestados no desempenho de funções na Administração Pública, bem como agraciar aqueles funcionários que demonstrem invulgares qualidades dentro da sua carreira e que, pelo seu comportamento, possam ser apontados como exemplo a seguir".
O padre José Simões Borges recebe também, a titulo póstumo, a Insígnia de Mérito Cívico "destinada a agraciar aqueles que, em resultado de uma compreensão nítida dos deveres cívicos, contribuíram, de modo relevante, para os serviços à comunidade, nomeadamente nas áreas de ação social e cultural".
Simões Borges (nasceu em 1928, na Ilha Terceira. Foi ordenado em 16 de Novembro de 1952 e paroquiou na Terceira e em S. Jorge, até à sua ida para a Graciosa em 1964, onde ficou responsável pelas igrejas de Ribeirinha e Vitória. Em 1985 passou a dirigir a paróquia de Guadalupe. Também foi dirigente associativo, cronista, conferencista, pesquisador historiográfico, tendo deixado marcas no folclore, na rádio, no teatro, e sobretudo, na memória coletiva dos açorianos e, em especial, dos graciosenses. Violinista, compositor e maestro, o Padre Simões colaborou ainda com diversos grupos musicais).
Nos Açores existem quatro espécies de insígnias honoríficas: a Insígnia Autonómica de Valor, a Insígnia Autonómica de Reconhecimento, a Insígnia Autonómica de Mérito (com as categorias de Mérito Profissional, Mérito Industrial, Comercial e Agrícola e Mérito Cívico) e a Insígnia Autonómica de Dedicação.
Graciosenses fecham a época com derrota
O Marítimo perdeu no Pico diante do Prainha por três bolas a zero em partida válida para a ultima jornada da série Açores de futebol.
A equipa graciosense que militou no ultimo campeonato da III divisão nacional e que ainda tem um jogo com o Luzense para a Taça Ilha Graciosa já tinha garantido a manutenção no Campeonato dos Açores.
O Prainha garantiu o 2º lugar do grupo e o Marítimo foi, no entanto, a equipa que obteve o maior número de vitórias na 2ª fase da série Açores.
Nas restantes partidas da ultima jornada venceram os despromovidos. O Vitória em casa bateu o Barreiro por 2-1 e o Flamengos foi a Água de Pau vencer o Santiago por três bolas a duas.
Assim ficou a classificação:
A primeira edição do Campeonato dos Açores será disputada por Santiago, Capelense e Rabo de Peixe (São Miguel), Angrense, Barreiro e Lusitânia (Terceira), Prainha e Lajense (Pico), e Maritimo e Guadalupe (Graciosa).
A Graciosa está aqui. Porque nem todas as imagens cabem no Telejornal e nem todos os graciosenses vivem na Graciosa. O Graciosa Online é um blogue com vídeos, noticias e opinião da ilha branca, reserva da biosfera. Esta é a nossa janela para o mundo.
Projeto pioneiro nos Açores, desenvolvido por Luís Costa, jornalista, repórter residente da RTP/Açores na ilha Graciosa. Criado a 17 de novembro de 2009.
Este blogue foi "caso de estudo" na tese de mestrado da jornalista Fabiana Bravo: "O jornalismo hiper-local na era digital - o contributo do Graciosa Online para a RTP", defendida a 16 de julho de 2012 na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e obteve 16 valores.

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CRÓNICAS
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Rocha Reis Bettencourt
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Rui Dores Brenuvida
Luís Tiago José
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Pólo Local de Prevenção
e Combate à Violência Doméstica da Graciosa
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Centro Cultural da Ilha Graciosa
LINCOLN
24 maio

O IMPOSSIVEL
31 maio

Bilheteira: 20h30 | Sessão: 21h30
GRACIOSA LHE CHAMARAM...
A Ilha Graciosa desenha-se ao longe
como dois bocados de pão mal partidos
Vitorino Nemésio, in
Corsário das Ilhas
Ei-la surgindo mimosa
das águas do fundo do mar,
Rainha leda e garbosa
No Atlântico a reinar!
Esmeralda dos Açores,
Lindo açafate de flores,
Feitiço de mil primores,
Berço gentil de amores!
Oh, pátria, te vou cantar.
António Gil, 1868
A Graciosa dum verde
muito tenro acabando
dum lado e do outro
em penhascos decorativos...
Raul Brandão, in
As Ilhas Desconhecidas"À primeira vista" parece por vezes, ser uma paisagem agreste; mas logo surge uma encosta florida, uma Feteira de arvoredo frondoso, um vale das Courelas com suas culturas e os afamados vinhedos da Terra do Conde, e outros motivos que nos alegram a vista.
José Simões Borges, in
Manhãs de Sábado Amo as rochas empinhadas
que ao oeste e norte dão
- pontas da serra escalvadas
- Do Pico Negro a negridão;
Amo as costas do nascente
Onde as ondas mansamente
Vão quebrar sua corrente
No areal tão luzente
Do sol ao mago clarão.
António Gil, 1868
Quem te pôs nome tão
lindo,
Que é tão próprio,
tão teu,
Nos legou eterna prova
Do bom gosto e génio seu...
António Borges do Canto Moniz, in
Ilha Graciosa
Falar desta ilha é,
antes demais,
falar do paraíso perdido
na minha infância,
isto é, da alegria
dos meus verdes anos.
Victor Rui Dores, in
A Graciosa Ilha
Que risonho panorama,
Que subline inspiração!
Se o meu estro se par'cesse
Ao que o sente o coração,
Em torrentes de poesia
Te inundara, ilha formosa.
E um poema escreveria,
Que eu chamara - GRACIOSA.
João Hermeto d'Amarante, in
Páginas de Prosa e Verso Santa Cruz, a capital
É a mais linda p'ra mim
das vilas de Portugal
Santa Cruz é um jardim.
Guadalupe, linda aldeia
Onde crescem os trigais
No céu, linda lua cheia
Ilumina seus casais.
A Praia olhando o mar
Sorri contente ao ilhéu
E o sul vive a sonhar
Com a Luz olhando o céu.
Juventino Silva Correia, in
Juventino Ramos, poeta cantador
E aquela gente!!! De sorriso sempre aberto, mesmo que o coração se lhes doa, mesmo que a velhice as consuma, mesmo que a pobreza se lhes aperte...
Rosa Meireles, in
Graciosa ilha serena
Aqui
entre o azul
e o mar que me circunda
é quase perfeita a coincidência.
Atrevida e fugazmente desfeita
por um verde envergonhado
que acaba sempre azul
ou categoricamente esfacelada
por um inequívoco e invernal
cinzento.
E no âmago do liquido,
lá onde a luz se perde
e onde a luz se faz,
a abissal fosforescência
de peixes misteriosos,
a ondulante e sensual
insinuação das algas
e a secreta e vital marca
do mais remoto início.
E lá ficamos
plasmados num horizonte
vertical e marítimo
onde bate sereno e azul
o nosso olhar.
Ouve-se então
claro e inconfundível
o grito
da criação.
Manuel Jorge Lobão, in
Passam Seres Luminosos Vestidos de Vermelho
Aqui deixamos a
Ilha Graciosa,
ao por do sol,
que fica à espera
daqueles que sabem
apreciar a natureza
em toda a sua força,
por vezes quase
selvagem!
Norberto da Cunha Pacheco, in
Graciosa, Imagens e Palavras
Branca,
desmaia-te o gesto
na brisa que poisa,
borboleia-te
a cor do íris
que poiso breve,
melodia-te
o negro azulado,
húmido,
do grito em serenata,
rendeia-te
o frio de chuva,
bailarino
voado em vento,
baralha-te
o pingo de água,
lágrima de telha,
beiral
de nada abrigo...
José Berto