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Porque nem todas as imagens cabem no Telejornal. Nem todos os graciosenses vivem na Graciosa. Este é um blogue com vídeos da ilha.
Provedor do Utente visita a Graciosa 
Armando Anahory desloca-se à Graciosa esta sexta-feira, dia 27 de abril, para visitar a Unidade de Saúde da Ilha Graciosa, a partir das 09h30. Irá reunir com os responsáveis do referido serviço prestador de cuidados de saúde, no sentido de continuar a aferir da qualidade dos serviços prestados aos utentes.
O Provedor do Utente da Saúde é um elo de ligação entre os cidadãos e o Serviço Regional de Saúde. Não tem poder de decisão, mas sugere e convence pela força da razão e persuade pela fundamentação das posições assumidas na defesa dos utentes.
A Saúde, enquanto factor fundamental no bem-estar da população, tem dois objectivos: assegurar o acesso dos cidadãos aos cuidados de saúde em condições de igualdade e equidade e promover a qualidade e eficiência do Sistema de Saúde.
O Provedor do Utente da Saúde tem os utentes como o centro da prestação dos cuidados de saúde, devendo a sua política dirigir-se para a satisfação dos seus anseios.
Os Homens Que Odeiam As Mulheres
Foi um dos filmes mais aguardados de 2011 e esta sexta-feira, às 21h30, é exibido no Centro Cultural da Ilha Graciosa.
Com o baptismo português de 'Millennium 1 - Os Homens Que Odeiam as Mulheres', é a visão americana da história original do sueco Stieg Larsson realizada por David Fincher e protagonizado por David Fincher.
Mikael Blomkvist é um jornalista de meia-idade, divorciado, que tem passado a sua vida a denunciar a corrupção do mundo dos negócios de Estocolmo na sua revista Millennium.
Quando Henrik Vanger, um poderoso empresário, o convida para um trabalho de investigação, Mikael tem nas mãos material irrecusável. Mas para sua surpresa descobre que, desta vez, esse material não tem nada a ver com escândalos financeiros, mas com o desaparecimento da sobrinha do empresário, Harriet, 36 anos antes, num encontro de família. Com a ajuda da sua nova e rebelde parceira, Lisbeth Salander, uma hacker de alto nível com problemas de comportamento social, irão desvendar muitos segredos da família de Henrik, até então escondidos na penumbra.
De cima das gaiolas alguém faz sinal ao velhote que passou a tarde a mascar tabaco, a incandescente ponta do cigarro acende o rastilho e lá vai a cana rompendo céu. Bem no alto, valentes estrondos ecoam longe, são lançados os últimos foguetes apalavrados, sinal de que toiro no caminho só para o ano. Cá em baixo fica o intenso cheiro a enxofre, uma nuvem de fumo paira sobre a multidão que enche o arraial, é "povo cmá bicho". Com semblante enfadonho, homens de casaco às costas e mulheres com as malas ao ombro deixam os seus postos que já ocupavam a algumas horas. A tourada à corda acabou, mas no meio do desgosto alguns rasgam sorrisos e dizem que "pró ano há mais!"
Dito e feito, a promessa será cumprida. Não tarda nada e os reis do mato regressam com baterias recarregadas aos arraiais da região (sim, porque mesmo tendo maior expressão na Ilha Terceira, as touradas à corda expandiram-se um pouco por todas as ilhas), para nova temporada da mais tradicional e carismática festa popular "made in Azores".
Outrora, o contentamento chegava com um simples saco de "cândins" e "gamas" da América. Hoje as emoções são mais fortes e a excitação surge com a palavra toiro. Com o aproximar de nova época, sempre marcada para o Dia do Trabalhador (1 de Maio), há quem já trabalhe arduamente para que as primeiras touradas sejam em grande e para que tudo decorra pelo melhor.
Bem no alto, um valente estrondo faz estremecer qualquer um, acaba de ser lançado o foguete, sinal de que toiro está prestes a pisar o alcatrão.
Na freguesia, os olfactos mais apurados dão conta de que o "Manel das Pipocas" ligou a velhinha máquina de fazer "freiras", já tem o amendoim ao sol e já torrou as favas. O "Joaquim da Burra" tapa uma parede de pedra do seu cerrado de milho, que havia sido "esburralhada" dias antes por uma égua parida, mesmo sabendo que algum toiro mais saltador a volte a botar em baixo. Trabalhadores da junta cortam a relva e dão uma mão de tinta na Casa do Povo. O "Ti Chico" também dá uns retoques na sua casa e retelha o alpendre, enquanto o vizinho aproveita para caiar as suas paredes, pois espera a chegada de parentes do estrangeiro para as Festas do Espirito Santo. O "Pedrinho Ripas" só vê pregos e madeira à frente, prepara cancelas e tapadas por medida, para colocar no arraial. O pessoal da comissão faz matança, mata uma vaca e outros vão para o mar. Quer-se carne nova e tenrinha para as bifanas, torresmos frescos e bem amanhados, chicharros fritos e lapas do calhau.
Desta forma, é fácil perceber que a organização de uma tourada não se restringe apenas ao dia da própria tourada, pelo contrário, começa muito antes e envolve muita gente pelas mais diversas razoes, que com dedicação e afinco primam para que tudo esteja preparado para o dia dos toiros. Não podemos deixar de louvar o trabalho de bastidores praticado pelos ganadeiros, pastores e todos os colaboradores, visto que sem eles nada disto era possível (terão merecida atenção futuramente). Depois do trabalho vem a recompensa, a ansiedade aumenta com o aproximar do 1 de Maio e uma pergunta repete-se: " - Vais aos toiros pa terça?"
De cima das gaiolas alguém faz sinal ao mesmo velhote, que a 15 de Outubro do ano transacto, passou a tarde a mascar tabaco. A incandescente ponta do cigarro volta a acender o rastilho e lá vai a cana rompendo céu. Bem no alto, um valente estrondo faz estremecer qualquer um, acaba de ser lançado o foguete, sinal de que toiro está prestes a pisar o alcatrão. Cá em baixo reina um burburinho, hormonas nervosas e corações palpitantes. Toiros de corda, sejam bem-vindos... "Eles andem aí!"
A Graciosa está aqui. Porque nem todas as imagens cabem no Telejornal e nem todos os graciosenses vivem na Graciosa. O Graciosa Online é um blogue com vídeos, noticias e opinião da ilha branca, reserva da biosfera. Esta é a nossa janela para o mundo.
Projeto pioneiro nos Açores, desenvolvido por Luís Costa, jornalista, repórter residente da RTP/Açores na ilha Graciosa. Criado a 17 de novembro de 2009.
Este blogue foi "caso de estudo" na tese de mestrado da jornalista Fabiana Bravo: "O jornalismo hiper-local na era digital - o contributo do Graciosa Online para a RTP", defendida a 16 de julho de 2012 na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e obteve 16 valores.

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CRÓNICAS
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André Bruno Cristina
Cunha Silveira Cabeceiras
Fábio Gabriel Joana
Mendes Melo Ferreira
Jorge Júlio Luís
Cunha Mendonça Lobão
Lurdes Madalena M. Jorge
Cunha Picanço Lobão
Marco Merçes Miguel
Martins Coelho Estorninho
Paulo Rita Rita
Aranha Ávila Silva
Rogério Rui Sérgio
Mendonça Carneiro Mendonça
Sofia Teresa Vânia
Rocha Reis Bettencourt
Victor William
Rui Dores Brenuvida
Luís Tiago José
Pereira Avelar Ávila
Pólo Local de Prevenção
e Combate à Violência Doméstica da Graciosa
VIDEOS RECENTES
Duarte Freitas visita as termas
João Cunha (obras da praça)
XVI Audição Coral
VII Reunião de Saúde Oral
Visita de Anibal Pires
Inauguração das obras da praça
EM CARTAZ

AGENDA CULTURAL
Museu da Graciosa
CINEMA
Centro Cultural da Ilha Graciosa
Bilheteira: 20h30 | Sessão: 21h30
GRACIOSA LHE CHAMARAM...
A Ilha Graciosa desenha-se ao longe
como dois bocados de pão mal partidos
Vitorino Nemésio, in
Corsário das Ilhas
Ei-la surgindo mimosa
das águas do fundo do mar,
Rainha leda e garbosa
No Atlântico a reinar!
Esmeralda dos Açores,
Lindo açafate de flores,
Feitiço de mil primores,
Berço gentil de amores!
Oh, pátria, te vou cantar.
António Gil, 1868
A Graciosa dum verde
muito tenro acabando
dum lado e do outro
em penhascos decorativos...
Raul Brandão, in
As Ilhas Desconhecidas"À primeira vista" parece por vezes, ser uma paisagem agreste; mas logo surge uma encosta florida, uma Feteira de arvoredo frondoso, um vale das Courelas com suas culturas e os afamados vinhedos da Terra do Conde, e outros motivos que nos alegram a vista.
José Simões Borges, in
Manhãs de Sábado Amo as rochas empinhadas
que ao oeste e norte dão
- pontas da serra escalvadas
- Do Pico Negro a negridão;
Amo as costas do nascente
Onde as ondas mansamente
Vão quebrar sua corrente
No areal tão luzente
Do sol ao mago clarão.
António Gil, 1868
Quem te pôs nome tão
lindo,
Que é tão próprio,
tão teu,
Nos legou eterna prova
Do bom gosto e génio seu...
António Borges do Canto Moniz, in
Ilha Graciosa
Falar desta ilha é,
antes demais,
falar do paraíso perdido
na minha infância,
isto é, da alegria
dos meus verdes anos.
Victor Rui Dores, in
A Graciosa Ilha
Que risonho panorama,
Que subline inspiração!
Se o meu estro se par'cesse
Ao que o sente o coração,
Em torrentes de poesia
Te inundara, ilha formosa.
E um poema escreveria,
Que eu chamara - GRACIOSA.
João Hermeto d'Amarante, in
Páginas de Prosa e Verso Santa Cruz, a capital
É a mais linda p'ra mim
das vilas de Portugal
Santa Cruz é um jardim.
Guadalupe, linda aldeia
Onde crescem os trigais
No céu, linda lua cheia
Ilumina seus casais.
A Praia olhando o mar
Sorri contente ao ilhéu
E o sul vive a sonhar
Com a Luz olhando o céu.
Juventino Silva Correia, in
Juventino Ramos, poeta cantador
E aquela gente!!! De sorriso sempre aberto, mesmo que o coração se lhes doa, mesmo que a velhice as consuma, mesmo que a pobreza se lhes aperte...
Rosa Meireles, in
Graciosa ilha serena
Aqui
entre o azul
e o mar que me circunda
é quase perfeita a coincidência.
Atrevida e fugazmente desfeita
por um verde envergonhado
que acaba sempre azul
ou categoricamente esfacelada
por um inequívoco e invernal
cinzento.
E no âmago do liquido,
lá onde a luz se perde
e onde a luz se faz,
a abissal fosforescência
de peixes misteriosos,
a ondulante e sensual
insinuação das algas
e a secreta e vital marca
do mais remoto início.
E lá ficamos
plasmados num horizonte
vertical e marítimo
onde bate sereno e azul
o nosso olhar.
Ouve-se então
claro e inconfundível
o grito
da criação.
Manuel Jorge Lobão, in
Passam Seres Luminosos Vestidos de Vermelho
Aqui deixamos a
Ilha Graciosa,
ao por do sol,
que fica à espera
daqueles que sabem
apreciar a natureza
em toda a sua força,
por vezes quase
selvagem!
Norberto da Cunha Pacheco, in
Graciosa, Imagens e Palavras
Branca,
desmaia-te o gesto
na brisa que poisa,
borboleia-te
a cor do íris
que poiso breve,
melodia-te
o negro azulado,
húmido,
do grito em serenata,
rendeia-te
o frio de chuva,
bailarino
voado em vento,
baralha-te
o pingo de água,
lágrima de telha,
beiral
de nada abrigo...
José Berto