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Porque nem todas as imagens cabem no Telejornal. Nem todos os graciosenses vivem na Graciosa. Este é um blogue com vídeos da ilha.
JS Graciosa comemora a liberdade

Nota de Imprensa
"É com muita alegria que a Juventude Socialista da Ilha Graciosa mais uma vez comemora o 25 de Abril. Este ano com a distribuição de cravos, como forma de relembrar este dia denominado "Dia a Liberdade" dotado de um simbolismo tão especial para este país.
A Revolução de 25 de Abril de 1974 foi, indubitavelmente, um passo determinante para a nossa sociedade no que se refere à conquista de valores fundamentais e o respeito pelos direitos humanos. Foi uma luta de muitos portugueses que durou décadas, mas que foi ganha e deu frutos, pois foi essa vitória que nos deu a oportunidade de construir uma sociedade moderna e saudável, como a que temos hoje, na qual podemos exercer os nossos direitos e deveres em plenitude.
Cabe-nos a nós jovens lutar para que não se permita o retrocesso, nunca deixem que nos tirem a liberdade!"
JS/ Graciosa
Motoclub da Graciosa organiza 9ª edição
O IX Passeio da Liberdade para assinalar o dia 25 de Abril na ilha branca é uma iniciativa do Motoclub Ilha Graciosa e vai contar também com a participação do Clube de Amigos das Motas Antigas da Ilha Graciosa.
O local da concentração é em frente à Câmara Municipal, pelas 15:00 horas, para partirem pelas estradas da ilha.
O passeio termina na Feteira, onde os participantes serão brindados com a tradicional sardinhada oferecida à população pela Câmara Municipal.
Graciosa ganha na retoma de papel per capita
Os dados da Sociedade Ponto Verde referem-se ao 1º trimestre de 2012.
O Município de Santa Cruz da Graciosa lidera a nível nacional na retoma de papel e cartão per capita, na ordem dos 5 quilos por habitante.
Na retoma de vidro a Graciosa ocupa o segundo lugar com mais de 6 quilos por habitante.
A recolha seletiva dos resíduos na Graciosa começou em junho do ano passado. A vice presidente da Câmara Municipal diz que este ano já rendeu 56 toneladas de papel e cartão, 50 de vidro e 15 toneladas de embalagens.
A autarquia faz a recolha porta a porta das embalagens à terça-feira e às quintas recolhe o papel e o vidro. A triagem é feita nas instalações da autarquia até à abertura do centro de processamento de resíduos. Daqui segue em contentores para ser compactado na Terceira. Mas a partir de maio a Câmara Municipal vai adquirir uma máquina que já permite enviar os resíduos para Lisboa.
Conceição Cordeiro apela à continuação da contribuição de todos de modo a melhorar ainda mais os resultados no 2º trimestre do ano.
Dia 25 de abril no Centro Cultural
Tributo a Zeca Afonso é o espectáculo que assinala nesta ilha Graciosa o dia 25 de Abril. O concerto realiza-se esta quarta-feira, no Centro Cultural da Ilha Graciosa, pelas 21h00, com o Trio RFN, da ilha Terceira.
É uma parceria entre a Direcção Regional da Cultura, através do Museu da Graciosa, e da Câmara Municipal de Santa Cruz da Graciosa.
Convívio de abril
A Câmara Municipal de Santa Cruz da Graciosa convida também toda a população a comparecer no Parque de Merendas da Feteira, no dia 25 de abril, pelas 16:00, para a habitual sardinhada comemorativa do Dia da Liberdade.
Uma tarde que será abrilhantada pela Filarmónica União Progresso de Guadalupe.
Quando vi televisão pela primeira vez foi logo para assistir à chegada do primeiro homem à Lua.
Graças ao engenho técnico do sr. Ramos (que do alto do Monte da Ajuda, na vila de Santa Cruz da ilha Graciosa, sintonizava a "Base dos Americanos" e as Canárias), vi, a preto e branco, aquelas imagens irreais e etéreas: Neil Armstrong a sair do módulo lunar da Apolo XI, descendo por uma escada, a inscrever a marca da bota esquerda sobre a superfície lunar, e a pronunciar a frase que ficaria célebre: "Um pequeno passo para um homem, um salto gigantesco para a Humanidade".
O astronauta (após espetar, no solo lunar, a estaca com a bandeira norte-americana) parecia-me uma criança em dia de festa, caminhando aos saltos, naquele mar de tranquilidade.
Estava eu longe de imaginar que aquele dia, 20 de Julho de 1969, assinalava a concretização de uma quimera e de um velho sonho de séculos. Nem pensava sequer que, naquele momento, pelo menos 600 milhões de pessoas em todo o mundo seguiam, com o coração nas mãos, os movimentos de Neil Armstrong, Edwin Aldrin e Mike Collins.
Ali, numa das casas de veraneio do Monte da Ajuda, sentados no chão, nós assistíamos, atentos e incrédulos, àquele acontecimento universal.
De resto o Monte da Ajuda sempre fora um local de iniciação, por excelência. Era lá que, às escondidas, trocávamos os primeiros beijos e fumávamos os primeiros cigarros... Era lá que punhetávamos as urgências do desejo... Nas noites quentes de lua cheia, íamos para lá namorar. Contemplávamos a vila e escutávamos o mar e o canto das cagarras. Volta e meia cantávamos uma canção brasileira, então muito em voga:
Lua, ó lua, querem-te passar p´ra trás
Lua, ó lua, querem-te roubar a paz
Lua que no céu flutua
Lua que nos dá luar
Lua, ó lua, não deixa ninguém te pisar. 
Eu assistia, sem saber, a uma das maiores realizações da humanidade, a partir do Monte da Ajuda.
Mas agora a Lua era pisada pela primeira vez e, no pequeno écran, surgia-nos despida de véus românticos. O pior era quando a imagem saltava e se transformava em arreliadora "chuva", o que causava o desagrado e o descontentamento da assistência... Mas lá estava o sr. Ramos, com laboriosos cálculos e gestos precisos e preciosos, a rodar a enorme antena, direccionando-a para a linha do horizonte. E os aplausos rompiam quando, por momentos fugazes, a imagem ficava nítida...
Duas décadas antes do aparecimento da televisão nos Açores, aquele era um tempo de experimentações e de experimentalismos... E o sr. Ramos, qual outro professor Pardal da banda desenhada, tipificava isso mesmo.
O Arcelindo, nobre vagabundo, é que não acreditava na alunagem e ia resmungando:
-Qual lua, qual carapuça! Aquilo é tudo mentira dos americanos!
-Vê se te calas, Arcelindo! - dizia, com benevolência, o sr. Ramos.
Estávamos a ver a Lua em directo, a 384.405 km do nosso planeta. Eu assistia, sem saber, a uma das maiores realizações da humanidade, a partir do Monte da Ajuda.
Da Lua eu sabia apenas os nomes das suas fases que o professor Louro nos ensinara na escola: Lua Cheia, Quarto Minguante, Lua Nova, Quarto Crescente.
Meu pai possuía toda a colecção dos livros de Júlio Verne, autor que ele me incitava a ler. O título de uma dessas obras era precisamente Da Terra à Lua (escrito em 1865) e que havia despertado em mim alguma curiosidade. Não o li até ao fim porque, entretanto, enveredara pela Viagem ao Centro da Terra, cuja leitura se me tornara mais apetecível, pois imaginava-me a descer à Furna do Enxofre da minha Graciosa ilha. E, deste modo, percebi muito melhor o que estava a ler.
Naquele tempo eu desconhecia que o espaço estava a ser disputado pela União Soviética e pelos Estados Unidos da América. Eu sabia o que era a América porque era de lá vinham as encomendas bem perfumadas que a minha tia Alda enviava a partir de Boston. Mas desconhecia de todo a realidade da União Soviética. O sr. Ramos é que nos explicou que o sucesso da missão Apolo XI era o culminar de todo um trabalho que havia sido iniciado pelos russos. E falou da cadela Laika que viajara a bordo da nave espacial "Sputnik" e do astronauta soviético Yuri Gagarin, o primeiro homem a ser lançado no espaço...
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Passaram-se 40 anos. E a Lua continua a atrair a atenção do homem, mas já não é assunto para a poesia e muito menos para a ficção científica. (Recorde-se que o francês George Meliés, pioneiro do cinema, ao rodar, em 1902, o filme "Le voyage dans la Lune", já demonstrara que não eram muito precisas as fronteiras entre o real e a ficção).
Nos dias que correm, a NASA (National Aeronautics and Space Administration) prevê instalar bases permanentes na Lua. E, num futuro próximo, serão efectuadas viagens turísticas àquele astro.
No dia em que o homem chegou à Lua, eu estava no Monte da Ajuda a ver televisão pela primeira vez.
A caixa mágica dos sonhos que mudou o mundo, mudou também a minha vida.
A Graciosa está aqui. Porque nem todas as imagens cabem no Telejornal e nem todos os graciosenses vivem na Graciosa. O Graciosa Online é um blogue com vídeos, noticias e opinião da ilha branca, reserva da biosfera. Esta é a nossa janela para o mundo.
Projeto pioneiro nos Açores, desenvolvido por Luís Costa, jornalista, repórter residente da RTP/Açores na ilha Graciosa. Criado a 17 de novembro de 2009.
Este blogue foi "caso de estudo" na tese de mestrado da jornalista Fabiana Bravo: "O jornalismo hiper-local na era digital - o contributo do Graciosa Online para a RTP", defendida a 16 de julho de 2012 na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e obteve 16 valores.

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CRÓNICAS
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André Bruno Cristina
Cunha Silveira Cabeceiras
Fábio Gabriel Joana
Mendes Melo Ferreira
Jorge Júlio Luís
Cunha Mendonça Lobão
Lurdes Madalena M. Jorge
Cunha Picanço Lobão
Marco Merçes Miguel
Martins Coelho Estorninho
Paulo Rita Rita
Aranha Ávila Silva
Rogério Rui Sérgio
Mendonça Carneiro Mendonça
Sofia Teresa Vânia
Rocha Reis Bettencourt
Victor William
Rui Dores Brenuvida
Luís Tiago José
Pereira Avelar Ávila
Pólo Local de Prevenção
e Combate à Violência Doméstica da Graciosa
VIDEOS RECENTES
Pauleta na Graciosa
Marítimo garante manutenção
Falta de medicamentos
Moto Club inaugura nova sede
Espírito Santo no Lar da Praia
EM CARTAZ

AGENDA CULTURAL
Museu da Graciosa
CINEMA
Centro Cultural da Ilha Graciosa
LINCOLN
24 maio

O IMPOSSIVEL
31 maio

Bilheteira: 20h30 | Sessão: 21h30
GRACIOSA LHE CHAMARAM...
A Ilha Graciosa desenha-se ao longe
como dois bocados de pão mal partidos
Vitorino Nemésio, in
Corsário das Ilhas
Ei-la surgindo mimosa
das águas do fundo do mar,
Rainha leda e garbosa
No Atlântico a reinar!
Esmeralda dos Açores,
Lindo açafate de flores,
Feitiço de mil primores,
Berço gentil de amores!
Oh, pátria, te vou cantar.
António Gil, 1868
A Graciosa dum verde
muito tenro acabando
dum lado e do outro
em penhascos decorativos...
Raul Brandão, in
As Ilhas Desconhecidas"À primeira vista" parece por vezes, ser uma paisagem agreste; mas logo surge uma encosta florida, uma Feteira de arvoredo frondoso, um vale das Courelas com suas culturas e os afamados vinhedos da Terra do Conde, e outros motivos que nos alegram a vista.
José Simões Borges, in
Manhãs de Sábado Amo as rochas empinhadas
que ao oeste e norte dão
- pontas da serra escalvadas
- Do Pico Negro a negridão;
Amo as costas do nascente
Onde as ondas mansamente
Vão quebrar sua corrente
No areal tão luzente
Do sol ao mago clarão.
António Gil, 1868
Quem te pôs nome tão
lindo,
Que é tão próprio,
tão teu,
Nos legou eterna prova
Do bom gosto e génio seu...
António Borges do Canto Moniz, in
Ilha Graciosa
Falar desta ilha é,
antes demais,
falar do paraíso perdido
na minha infância,
isto é, da alegria
dos meus verdes anos.
Victor Rui Dores, in
A Graciosa Ilha
Que risonho panorama,
Que subline inspiração!
Se o meu estro se par'cesse
Ao que o sente o coração,
Em torrentes de poesia
Te inundara, ilha formosa.
E um poema escreveria,
Que eu chamara - GRACIOSA.
João Hermeto d'Amarante, in
Páginas de Prosa e Verso Santa Cruz, a capital
É a mais linda p'ra mim
das vilas de Portugal
Santa Cruz é um jardim.
Guadalupe, linda aldeia
Onde crescem os trigais
No céu, linda lua cheia
Ilumina seus casais.
A Praia olhando o mar
Sorri contente ao ilhéu
E o sul vive a sonhar
Com a Luz olhando o céu.
Juventino Silva Correia, in
Juventino Ramos, poeta cantador
E aquela gente!!! De sorriso sempre aberto, mesmo que o coração se lhes doa, mesmo que a velhice as consuma, mesmo que a pobreza se lhes aperte...
Rosa Meireles, in
Graciosa ilha serena
Aqui
entre o azul
e o mar que me circunda
é quase perfeita a coincidência.
Atrevida e fugazmente desfeita
por um verde envergonhado
que acaba sempre azul
ou categoricamente esfacelada
por um inequívoco e invernal
cinzento.
E no âmago do liquido,
lá onde a luz se perde
e onde a luz se faz,
a abissal fosforescência
de peixes misteriosos,
a ondulante e sensual
insinuação das algas
e a secreta e vital marca
do mais remoto início.
E lá ficamos
plasmados num horizonte
vertical e marítimo
onde bate sereno e azul
o nosso olhar.
Ouve-se então
claro e inconfundível
o grito
da criação.
Manuel Jorge Lobão, in
Passam Seres Luminosos Vestidos de Vermelho
Aqui deixamos a
Ilha Graciosa,
ao por do sol,
que fica à espera
daqueles que sabem
apreciar a natureza
em toda a sua força,
por vezes quase
selvagem!
Norberto da Cunha Pacheco, in
Graciosa, Imagens e Palavras
Branca,
desmaia-te o gesto
na brisa que poisa,
borboleia-te
a cor do íris
que poiso breve,
melodia-te
o negro azulado,
húmido,
do grito em serenata,
rendeia-te
o frio de chuva,
bailarino
voado em vento,
baralha-te
o pingo de água,
lágrima de telha,
beiral
de nada abrigo...
José Berto