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Porque nem todas as imagens cabem no Telejornal. Nem todos os graciosenses vivem na Graciosa. Este é um blogue com vídeos da ilha.
Guadalupe consente empate para além da hora
O Guadalupe comprometeu seriamente a manutenção na Série Açores, ao empatar a uma bola com o União Micaelense, até porque o Sporting Ideal ganhou nos Arrifes.
As duas equipas entraram em campo só com o pensamento na vitória para manter a esperança da manutenção que, no caso da formação da casa, não dependia de terceiros.
E começou bem o Guadalupe que logo aos 3 minutos, num livre de Isidro, obrigou Zacarias a uma defesa a dois tempos.
O golo foi mesmo madrugador no lance seguinte que partiu de Júlio Fernandes, para Nené colocar na área, onde Luís Filipe se antecipa ao guardião micaelense.
Porém, os homens de Ponta Delgada responderam aos 16 minutos numa cabeçada de Marco à qual Adi se opôs bem. O treinador Miguel Ferreira, ainda na bancada, viu a sua equipa criar mais situações mas de relativo perigo de que é exemplo um cruzamento de Ruben Vitória aos 32 minutos.
O jogo manteve-se disputado longe das balizas com o Guadalupe a tentar desequilibrar no contra ataque mas, após assistência de Abreu, o remate de Everton saiu à figura. Estava cumprida a primeira parte onde a espaços cada uma das equipas havia estado por cima no jogo, com o golo de Luís Filipe a fazer a diferença.
Na primeira meia hora do segundo tempo nada se alterou. Muita luta no centro do terreno e bola longe das áreas. Um remate de Luís Filipe sem incomodar Zacarias, foi o melhor que o Guadalupe fez até aos 75 minutos.
Na resposta, a defesa leonina é batida por Armando mas Gaguinha estava ligeiramente adiantado à linha do cruzamento, só com a baliza na frente. Ficava, no entanto, o aviso porque o União Micaelense a partir dali ia mandar no jogo.
Aos 84 minutos Armando deixou Nené pregado à relva, procurou soluções à esquerda, que não encontrou, e optou pelo remate que ia dando a igualdade, para desespero do técnico Sérgio Abreu que já adivinhava o pior.
Quando já passavam 7 minutos dos 90, perfeitamente justificados, Kevin coloca a bola na área do Guadalupe, onde Adi se deixa antecipar por Armando que, assim, cabeceou para a justa igualdade.
Era o balde de água fria para a equipa da Graciosa que deixou de depender apenas dos seus resultados para garantir o 2º lugar do grupo da despromoção.
Apesar do perdão de alguns cartões, o arbitro Paulo Ferraz, de Leiria, passou na Graciosa com boa nota.
Grupo do Campeão, 3ª jornada:
Praiense 3 - 0 Prainha
Lusitânia 2 - 0 Santiago
Grupo da Despromoção, 4ª jornada:
Guadalupe 1 - 1 Micaelense
Fayal 0 -0 Boavista
Águia 1 - 2 Ideal
A narração do Evangelho segundo São Marcos neste Domingo de Ramos, não pode ser lida nem entendida como um frio acontecimento histórico, mas como verdadeiro anúncio de salvação.
Jesus, tal como nos é apresentado pelo evangelista Marcos, revela-nos um Deus que ama de tal maneira os homens que partilha com eles as experiências mais dramáticas da sua vida.
A segunda leitura de São Paulo aos Filipenses diz-nos que Jesus não foi apenas um turista que, bem ou mal, passou um breve período da sua vida neste mundo e depois se foi embora para ser feliz com o Pai.
O sacrifício de Jesus não foi um parêntesis triste na sua vida normal, é Deus que se manifesta totalmente n'Ele e revela todo o seu 
que entre no nosso coração todo este amor de Deus por nós, e que o partilhemos todos os dias com os nossos irmãosamor.
A primeira leitura deste domingo diz-nos que essa manifestação de amor do nosso Deus, tinha que passar pela humilhação e pela morte... mas na Sua humilhação, Deus far-lhe-á conhecer a exaltação.
Para as nossas vidas:
*Estamos a iniciar a Semana Santa:
- Não é para chorar por Jesus porque Ele não precisa (se tivermos que chorar por alguém, é por nós próprios).
- Não é para desagravar.
- É em primeiro lugar para tomar-mos consciência do amor que Deus tem por nós; morre para que acreditemos na Sua mensagem.
- É a semana para agradecer-mos.
- É a semana para pedir-mos uma vez mais que entre no nosso coração todo este amor de Deus por nós, e que o partilhemos todos os dias com os nossos irmãos.
Celebrar mais uma Semana Santa é recordar a paixão de Deus pela humanidade.
A Graciosa está aqui. Porque nem todas as imagens cabem no Telejornal e nem todos os graciosenses vivem na Graciosa. O Graciosa Online é um blogue com vídeos, noticias e opinião da ilha branca, reserva da biosfera. Esta é a nossa janela para o mundo.
Projeto pioneiro nos Açores, desenvolvido por Luís Costa, jornalista, repórter residente da RTP/Açores na ilha Graciosa. Criado a 17 de novembro de 2009.
Este blogue foi "caso de estudo" na tese de mestrado da jornalista Fabiana Bravo: "O jornalismo hiper-local na era digital - o contributo do Graciosa Online para a RTP", defendida a 16 de julho de 2012 na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e obteve 16 valores.

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CRÓNICAS
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André Bruno Cristina
Cunha Silveira Cabeceiras
Fábio Gabriel Joana
Mendes Melo Ferreira
Jorge Júlio Luís
Cunha Mendonça Lobão
Lurdes Madalena M. Jorge
Cunha Picanço Lobão
Marco Merçes Miguel
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Paulo Rita Rita
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Rogério Rui Sérgio
Mendonça Carneiro Mendonça
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Pólo Local de Prevenção
e Combate à Violência Doméstica da Graciosa
VIDEOS RECENTES
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Marítimo garante manutenção
Falta de medicamentos
Moto Club inaugura nova sede
Espírito Santo no Lar da Praia
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AGENDA CULTURAL
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CINEMA
Centro Cultural da Ilha Graciosa
O IMPOSSIVEL
31 maio

Bilheteira: 20h30 | Sessão: 21h30
GRACIOSA LHE CHAMARAM...
A Ilha Graciosa desenha-se ao longe
como dois bocados de pão mal partidos
Vitorino Nemésio, in
Corsário das Ilhas
Ei-la surgindo mimosa
das águas do fundo do mar,
Rainha leda e garbosa
No Atlântico a reinar!
Esmeralda dos Açores,
Lindo açafate de flores,
Feitiço de mil primores,
Berço gentil de amores!
Oh, pátria, te vou cantar.
António Gil, 1868
A Graciosa dum verde
muito tenro acabando
dum lado e do outro
em penhascos decorativos...
Raul Brandão, in
As Ilhas Desconhecidas"À primeira vista" parece por vezes, ser uma paisagem agreste; mas logo surge uma encosta florida, uma Feteira de arvoredo frondoso, um vale das Courelas com suas culturas e os afamados vinhedos da Terra do Conde, e outros motivos que nos alegram a vista.
José Simões Borges, in
Manhãs de Sábado Amo as rochas empinhadas
que ao oeste e norte dão
- pontas da serra escalvadas
- Do Pico Negro a negridão;
Amo as costas do nascente
Onde as ondas mansamente
Vão quebrar sua corrente
No areal tão luzente
Do sol ao mago clarão.
António Gil, 1868
Quem te pôs nome tão
lindo,
Que é tão próprio,
tão teu,
Nos legou eterna prova
Do bom gosto e génio seu...
António Borges do Canto Moniz, in
Ilha Graciosa
Falar desta ilha é,
antes demais,
falar do paraíso perdido
na minha infância,
isto é, da alegria
dos meus verdes anos.
Victor Rui Dores, in
A Graciosa Ilha
Que risonho panorama,
Que subline inspiração!
Se o meu estro se par'cesse
Ao que o sente o coração,
Em torrentes de poesia
Te inundara, ilha formosa.
E um poema escreveria,
Que eu chamara - GRACIOSA.
João Hermeto d'Amarante, in
Páginas de Prosa e Verso Santa Cruz, a capital
É a mais linda p'ra mim
das vilas de Portugal
Santa Cruz é um jardim.
Guadalupe, linda aldeia
Onde crescem os trigais
No céu, linda lua cheia
Ilumina seus casais.
A Praia olhando o mar
Sorri contente ao ilhéu
E o sul vive a sonhar
Com a Luz olhando o céu.
Juventino Silva Correia, in
Juventino Ramos, poeta cantador
E aquela gente!!! De sorriso sempre aberto, mesmo que o coração se lhes doa, mesmo que a velhice as consuma, mesmo que a pobreza se lhes aperte...
Rosa Meireles, in
Graciosa ilha serena
Aqui
entre o azul
e o mar que me circunda
é quase perfeita a coincidência.
Atrevida e fugazmente desfeita
por um verde envergonhado
que acaba sempre azul
ou categoricamente esfacelada
por um inequívoco e invernal
cinzento.
E no âmago do liquido,
lá onde a luz se perde
e onde a luz se faz,
a abissal fosforescência
de peixes misteriosos,
a ondulante e sensual
insinuação das algas
e a secreta e vital marca
do mais remoto início.
E lá ficamos
plasmados num horizonte
vertical e marítimo
onde bate sereno e azul
o nosso olhar.
Ouve-se então
claro e inconfundível
o grito
da criação.
Manuel Jorge Lobão, in
Passam Seres Luminosos Vestidos de Vermelho
Aqui deixamos a
Ilha Graciosa,
ao por do sol,
que fica à espera
daqueles que sabem
apreciar a natureza
em toda a sua força,
por vezes quase
selvagem!
Norberto da Cunha Pacheco, in
Graciosa, Imagens e Palavras
Branca,
desmaia-te o gesto
na brisa que poisa,
borboleia-te
a cor do íris
que poiso breve,
melodia-te
o negro azulado,
húmido,
do grito em serenata,
rendeia-te
o frio de chuva,
bailarino
voado em vento,
baralha-te
o pingo de água,
lágrima de telha,
beiral
de nada abrigo...
José Berto